Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007

O ano do Polícia de Trânsito

Gong Hei Fat Choy
Feliz Ano do Porco, ó Porco!
publicado por Manuel Padilha às 10:34
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180 dias é muito tempo!

- Desculpe mas o seu carro está mesmo em cima da passadeira, disse o Sr. Chui a cavalo. - Pois está, disse eu, diga lá que não foi logo à primeira. Ainda mais em frente a casa. Queria que estacionasse ao pé do pavilhão Atlântico? Eu moro no Cruzeiro ó Boi!
- Foi, foi mas levas com a multa, respondeu o Chui em cima do seu cavalo. -Ai levo? Então quando cá voltares vais ver quem dispara primeiro e te põe a galope seu filho da puta com farda!, respondi prontamente.
Três meses depois tinha uma multa em casa. Cobarde do chui nem passou cá para me avisar. Multou e mandou para casa. Nem um papelito no pára-brisas para emoldurar.
Mais um ano se passou e eu bem disposto com a vida. Sem impostos para pagar e dinheiro de sobra para alugar helicópteros recebo um telefonema às nove da manhã: - Tá lá? Tenho uma má notícia filho. Recebemos cá em casa uma carta dos senhores polícias a dizer que pelo facto de teres estacionado em cima da passadeira em frente a casa tens 180 dias para te portares bem, caso faças merda ficas logo sem carta. - disse o meu bom pai do outro lado do satélite.
Maravilha. Eu gosto é disto. Estacionar na minha rua e ficar sem carta por causa disso. Para a próxima expludo o carro para poder ir dormir. Não tenho dinheiro para ter uma garagem, nada mereço. Morte aos automobilistas. Morte aos cidadãos. Essa gente que se atreve a viver em Portugal devia ser toda castigada! Afinal têm mais horas de sol que os outros, vivem com um salário mínimo mínimo e pagam 21% de I.V.A. É gente que nada merece. Ou são ricos ou estacionem no vão de escadas as bicicletas ferrugentas. Carros é para gente que sabe o que é uma passadeira.
Alguém tem uma caçadeira de canos cerrados que me empreste?
publicado por Manuel Padilha às 04:05
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Domingo, 11 de Fevereiro de 2007

Dies Ire. Dies pacis.

"Trajouce Uma funcionária do centro de triagem de resíduos Tratolixo encontrou um feto dentro de um saco fechado. Já com sete ou oito meses de gestação, o bebé foi entregue ao Instituto de Medicina Legal para autópsia e o caso vai ser investigado pela Polícia Judiciária."

Esta é uma terceira opção - que, por mais grotesca, na altura em que escrevi o post abaixo não me ocorreu - para uma mulher portuguesa com uma gravidez indesejada ou sem condições materiais ou psicológicas para levar a gestação até ao parto. Também esta, ou sobretudo esta, espero que não mais suceda com a alteração à lei que o referendo de hoje accionará.

Não sou utópico e sei que as pessoas, mulheres e homens, irão continuar a fazer coisas estúpidas neste país. Estou apenas muito feliz e orgulhoso por, de agora em diante, em Portugal, essas mulheres e esses homens poderem escolher livremente o que é a coisa mais certa para si mesmos e levá-la a cabo sem se tornarem marginais e criminosos aos olhos da justiça.

No próprio dia do Referendo ao Aborto de 1998, uma amiga minha não votou porque estava nesse mesmo dia a efectuar a interrupção voluntária da sua gravidez em Espanha. Este facto, esta realidade, esta hipocrisia, chocou-me e dilarecou-me face ao resultado do voto dos portugueses nesse dia de raiva. Irritou-ne também então e profundamente a atitude blasé ou distanciada de alguns, que sabia, directa ou indirectamente, envolvidos em episódios de aborto, face à importância capital do que naquele dia se estava a decidir. Penso que essas pessoas terão hoje, 9 anos depois, posto as mãos na consciência, levantado os rabos do sofá e tomado a decisão e atitude que lhes pareceu mais correcta, mais justa, mais coerente. Hoje é um dia importante para o futuro de Portugal. Hoje é um dia de paz.


* "Bebé encontrado na triagem do lixo", no Expresso de 9.02.2007
publicado por O Escravisauro às 21:26
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Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2007

Tadinhas das criancinhas

A nossa ministra da Educação, já se percebeu, quer um lugar de destaque na história do ensino português. Como já não é a primeira, resta-lhe pouca coisa que possa inventar/arrasar/destruir para fazer pior. Agora a ideia é colar a escola primária ao ciclo preparatório (eu sei que as coisas já não se chamam assim, mas não tenho à mão um dicionário de eduquês-português), fazendo os putos ter o mesmo professor durante os seis primeiros anos de ensino. Tudo a bem dos alunos, que é para estes não sentirem o "choque" de ter de enfrentar dez novos professores quando deixam a primária.
Recuando aos meus tempos de infância, lembro-me que o ingresso no ciclo como uma festa. Para trás ficaram quatro anos com uma senhora que variava entre a simpatia genuína e as réguadas com uma coisa de dois centímetros de espessura caso algum infeliz não tivesse decorado a tabuada. O ciclo era a escola dos mais velhos, um sítio onde poderia (e pude) fazer novos amigos e deixar para trás o cansaço de aturar a mesma senhora durante quatro anos. Mais disciplinas, furos no horário, um novo ambiente. Não foi, nem por sombras, um "choque". Foi antes uma magnífica experiência de novidade e adaptação. Mas agora que tratamos as nossas crianças como atrasados mentais, temos de os proteger de todos os perigos reais e imaginários. Gastar-se-hão milhões em edifícios e formação de professores. E os putos ficarão condenados a ter de gostar do professor que os ensinou a ler e a contar. Ou a aborrecer-se de morte...
publicado por Proletário às 16:53
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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2006

Viagens na minha terra...

Quando chega o Verão o país entra imediatamente em caos por causa dos incêndios, das temperaturas altas, dos engarrafamentos para as praias, dos hospitais que não têm resposta para a quantidade de idosos prestes a morrer de calor, da falta de água nas barragens que não é suficiente para os campos de golf e para as populações, etc.
Entretanto chega o Inverno, neste caso o Outono, cai uma chuvinha e pronto, temos país de pantanas outra vez.
Pouco mais de três semanas depois da principal linha ferroviária ser fechada de emergência por causa do mau tempo, volta a acontecer o mesmo, desta vez em várias partes do país. Por azar meu das duas vezes vejo-me no meio do caos. Na primeira vez foi um Domingo, dia da gente voltar ao trabalho, ao estudo, ou ao que for. Quando saímos de Coimbra no Inter-Cidades a abarrotar, avisaram os passageiros de que haveria um transbordo em Pombal que levaria as pessoas até ao Entroncamento para seguirem viagem até Lisboa. Nesse momento as pessoas que iam para Fátima e Caxarias, as duas maiores paragens entre Pombal e Entroncamento começaram logo a mandar vir. Chegámos a Pombal e a comédia começou. Os passageiros seguiram em fila tipo indiana pela saída dos deficientes e rapidamente o cenário se tornou caótico quando as da frente pararam por causa da chuva. Uma pequena multidão ficou ali parada tipo zombie à espera de ser salva. Subi pelas escadas e tentei falar com o Chefe da Estação, mas informaram-me que não tinha comparecido apesar de ter sido convocado. A única informação que me deram foi que haviam 4 ou 5 (variava conforme o funcionário) autocarros que estavam a fazer a viagem entre Pombal e Entroncamento e que demorava cerva de uma hora a fazer o trajecto por causa do trânsito e mau tempo. Fiz as contas depressa. Cada carruagem transporta cerca de 100 pessoas. Eram 3 carruagens de segunda classe e uma de primeira. Cada autocarro costuma ser de 52 lugares. Logo seriam precisas várias viagens para levar aquela gente toda, ainda mais porque estavam a chegar mais comboios do norte e a multidão aumentava.
Quando chegou o primeiro autocarro senti que estava no Ruanda e que tinha chegado um camião da UNESCO com cereais e arroz. Nem deixavam sair as pessoas que vinham dentro do autocarro. O próprio motorista do autocarro desapareceu e só o voltei a ver 20 minutos depois com uma sandes na mão. Nessa altura teve de expulsar todos os que tinham entrado para o autocarro mas já não tinham lugar sentado. Entre tirar malas e afins foram mais 20 minutos até esse autocarro sair. Depois chegaram os outros três e o cenário foi igual. Lá furei e me meti no último dessa leva e fui para o Entroncamento. Aí entrei no comboio que me indicaram e esperei mais umas duas horas pelos outros passageiros antes que partisse. Obviamente não havia lugares para todos e acabei por ceder a minha cadeira a quem precisava mais do que eu. Cheguei a Lisboa com 6 horas de atraso.
Desta vez foi mais divertido ainda. Apanhei um comboio para Coimbra ao meio-dia. Quando cheguei a Coimbra comprei logo o bilhete para o Porto, para onde ia partir quatro horas depois, de forma a chegar lá às sete, meia hora antes da reunião.
Quando às 17h45 vou para a estação a chuva tinha intensificado. Corri para o comboio das 18h que julguei o meu e só quando reparei que o número das carruagens não combinava é que descobri que aquele comboio era o que devia ter partido pelas 17h15. Alguém me informa que a linha do norte está cortada depois de Aveiro mas ainda ninguém anunciou soluções. Sigo para a sala do chefe da estação mas ele tinha saído às 18h. As informações também fecharam a essa hora. Entrei pela porta lateral das bilheteiras e exigi uma explicação. Disseram-me nada saber e apelaram à calma. Ao ver a minha reunião em perigo exigi o dinheiro do bilhete e corri para a Rede Expressos. Mais gente pensou no mesmo e nesse momento senti-me na Índia. Eram centenas de pessoas a tentar comprar bilhetes, aos gritos, com lágrimas, enfim uma desgraça.
Desisti. Liguei a desmarcar e combinei a reunião para o dia seguinte bem cedo.
Olhei para trás e vi aquela gente em desespero para chegar a casa e pensei na sorte que tenho. Afinal a chuva só me atrasou um dia de trabalho, podia ter sido muito pior. Afinal a C.P. é uma empresa que promete a tecnologia de ponta num futuro próximo mas não consegue manter as linhas centenárias a funcionar quando chove. Afinal a guerra civil no Iraque fez mais 160 mortos enquanto eu mandava vir com um funcionário da C.P. Afinal sou eu que penso que vivo num mundo civilizado. Alguém me dê um beliscão...

publicado por Manuel Padilha às 21:44
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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2006

É um (são vários) escândalo (s)!!!

No outro dia, o secretário de Estado José Magalhães, autor de um dos primeiros manuais sobre a Internet em Portugal saiu-se com um pensamento original. Diz o senhor que a emergência das companhias aéreas "low cost" está a facilitar o tráfico de seres humanos. É uma verdade indesmentível. Mas o que o senhor secretário de Estado não disse é que a popularização do automóvel facilitou os assaltos a bancos, ou que o comboio estimula a circulação internacional de bandidos. E há mesmo quem ache que a electricidade nasceu para abastecer os traficantes de droga e os seus laboratórios e quem afiance que, sem água canalizada, os falsificadores de vinho teriam uma vida muito mais difícil. Isto para não falar no impulso que o telemóvel veio trazer à indústria do rapto. Tudo isto são temas que deviam ser estudados, caso contrário, é um escândalo.
publicado por Proletário às 17:49
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Sexta-feira, 10 de Novembro de 2006

Sim, no que diz respeito à arte não gajo há mais reaccionário do que eu...


O senhor Pollock acordou estremunhado naquela manhã de 1948. Durante a noite, sonhou com amarelo. Era a cor que faltava ao seu quadro. Nem tomou o pequeno almoço. Olhou para a tela e acrescentou umas pinceladas. Magnífico. Chama-se "Número 5". Uns vêem ali dramatismo, intensidade, génio. Eu vejo a tela que o senhor Pollock usou para limpar os pincéis. Eu sou um reaccionário, claro, um homem das cavernas. Mas quando esta coisa se torna o quadro mais caro do mundo eu tenho o impulso imediato de achar que anda tudo maluco. Isto se se provar de que foi mesmo vendido por este preço, coisa que os media americanos ainda discutem. Ainda assim, bom proveito ao novo proprietário. Se não tiver onde gastar outros 109 milhões de euros, dê-me uma apitadela que eu faço-lhe um fresco...
publicado por Proletário às 12:18
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Sábado, 28 de Outubro de 2006

Moral e bons costumes

Curioso o facto de este Blogue, militante contra o aborto ser escrito quase só por homens. Este país é assim, gostamos de mandar na vida dos outros. Gostamos de fazer considerações morais, de impôr os bons costumes. Vem aí outra vez o carnaval da campanha da interrupção voluntária da gravidez com todo o folclore imbecil das tias de Cascais que se dizem "pró vida" e as esquerdistas de t-shirt às riscas que acham que o aborto faz parte da sexualidade "plena". Pois eu preferia evitar toda esta parvoíce e deixar o parlamento aprovar uma lei que acabasse de vez com essa vergonha que é mandar mulheres para os tribunais em vez de lhes dar a possibilidade de escolher uma clínica decente. Aliás nem era preciso uma nova lei. Os espanhóis têm uma quase igual à nossa, mas interpretam a justificação psicológica para abortar num sentido mais lato. Já sei que houve um referendo e que o não ganhou e isso tudo. Mas já não há pachorra para esta lenga-lenga repetida e aumentada.
publicado por Proletário às 03:38
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Terça-feira, 17 de Outubro de 2006

Importa-se de Repetir?

Acusado de retirar benefícios sociais aos deficientes no próximo Orçamento de Estado,Sócrates responde assim:
"Não há nehuma acção de redução de benefícios fiscais para os deficientes (...) O que há é uma modificação de maior justiça. Vamos dar mais benefícios fiscais a quem efectivamente precisa, aos deficientes mais dependentes, aos deficientes mais pobres e menos àqueles que menos precisam". A TSF gravou estas palavras e reproduziu-as parcialmente neste artigo.
Resumindo, o António coxo vai pagar mais impostos porque o Manuel cego tem uma vida mais fodida e precisa da massa dele. Isto é que é justiça social! Foda-se!!!
publicado por Proletário às 23:48
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Quarta-feira, 4 de Outubro de 2006

Cuidado com papão das barbas grandes e a sua lua crescente bem afiada

É bonito registar a velocidade com que o mundo real se encarrega de responder a pensamentos tão iluminados como este:

Diz o perigosíssimo The Guardian, por certo o jornal oficial dos "radicais islâmicos":

A Turkish man seeking political asylum hijacked an airliner with more than 100 passengers yesterday, apparently in an attempt to enrol the help of the Pope.

He took control of the Turkish Airlines Boeing 737-400, which was flying from Albania to Istanbul, and forced it to land in Italy. After some two hours of negotiations, the hijacker, who turned out not to be armed, gave himself up to police at Brindisi airport and asked for asylum.

The governor of Istanbul, Muammer Guler, identified the man as Hakan Ekinci, 28, an army deserter who he said had fled to Albania. Mr Guler told Turkish CNN: "We have been told he was not assured of refugee status and was returning to Turkey." The Italian news agency, Ansa, reported finding on a website a copy of a letter Mr Ekinci had sent to the Pope on August 30. It quoted him as saying: "I am a Christian and I don't want to serve in a Muslim army."
publicado por Proletário às 02:08
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