Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Deixei metade da comida no prato

Não me lembrava, nem estava nada à espera, deste ano já ser ano de Campeonato do Mundo de Atletismo, talvez a minha actividade de Agosto preferida. Foi em tempos um motor fundamental deste blogue, mas agora já sei que vou perder todas as provas, como perdi, por exemplo, toda a carreira do Federer, ainda que já esteja a tratar de alternativas que possam fazer-me ter a Eurosport em casa. É quase certo que, pelo menos, os próximos Jogos Olímpicos eu não perco.

 

Por acaso o Campeonato vai ser em Berlim (não sabia de nada) e também por algum acaso estou em Frankfurt neste momento. Continuo a saber nada sobre a cidade - onde fica, por exemplo; não faço a mais pequena ideia - embora suspeite que seja no meio a fugir para o Sul. Esta proximidade (com Berlim, eventualmente) reconforta-me, como me reconfortou saber que o Mundial de 1998 foi em França e o de 2006 na Alemanha. É um bom aconchego porque vou alimentando planos de ver estas coisas ao vivo, e como a minha vida se resume a planos, convém que tenham alguma qualidade. Havia, por exemplo, a possibilidade de assistir aos Faith No More, que estão cá no dia 22, mas depois soube que os bilhetes que sobravam para ver o concerto estavam nos 140 euros. A boa notícia é que afinal no dia 22 já não vou estar cá, portanto podia ter nunca visto os preços e queixar-me agora apenas do azar.

 

De modo que achei melhor moderar os planos quanto a Frankfurt embora mantendo-os com elevados níveis de qualidade, e decidi que esta tarde apenas iria beber cerveja em terraços de edifícios altos e só Weiss. Cumpri este projecto com brilhantismo, mas ao jantar ia deitando tudo a perder. Entrei num Biergarten, que pertencia a um Bierpalast prontinho para mandar abaixo um pernil no forno e ir pedindo a rodar as weiss da casa. Desta forma estragava só metade do plano, e ainda por cima a parte que lhe dava um toque de estupidez. Calhou que escolhi um bar (o único no mundo, imagino) que não servia cerveja. Não servia cerveja! Havia vinho branco e um vinho de maçã (o senhor assegurou-me que não estava a falar de cidra) e outras coisas, inclusivamente outros vinhos. Também me explicou (o senhor) que o nome da casa tinha Biergarten à frente porque era do que se tratava e que não havia nenhuma necessidade de um Biergarten vender cerveja. Era num jardim, tinha aquelas mesas compridas onde se sentam pessoas que não se conhecem e era na Alemanha. Entendo que estão a ver montes de argumentações para desmontar o senhor, mas isto pareceu-me inatacável, pelo menos com os meios que eu tinha. Ainda reuni forças para perguntar porque diabo não servem cerveja, no que descobri que aquilo era uma taberna tradicional e que houve tempos em que não se vendia cerveja nas tabernas. Assumi que a casa está lá desde os hunos, sensivelmente.

 

Amanhã deixo a weiss de lado um bocadinho e troco, mas ainda não tomei decisões. As pessoas bebem pouca cerveja aqui, mas são muito simpáticas comigo.

publicado por Sérgio às 00:19
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1 comentário:
De dan a 18 de Junho de 2009 às 10:19
Faith No More [no Sudoeste] é dia 8 de Agosto e custa 40€ [4 dias 80€] - http://www.fnm.com/tour-dates.shtml

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