Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

O segundo mais sovina da eternidade.

Recebi com agrado a notícia do último minuto de 2008, o tal com 61 segundos, pois são estas pequenas coisas que me fazem pensar que foi bom ter nascido nesta época e não nos anos 40, no entanto desatei a fazer contas (eu que sou tão bom nisso) e percebi que não faz assim tanto sentido atrasar só um segundo.



Toda a gente sabe que o calendário gregoriano tem erros em relação ao calendário "natural", é por isso que de quatro em quatro anos precisamos de dar mais um dia a Fevereiro, se mudam horas umas quantas vezes por ano, etc. Aceitamos os erros pois o Papa Gregório era humano e no século XII os computadores ainda usavam pergaminhos de 3 1/4 polegadas, no entanto não faz sentido na minha cabeça atrasar apenas um segundo a entrada de 2009 nos calendários. Pegando na boa da Wikipédia e em conceitos base descobrimos que "A distância do nosso planeta ao Sol é de cerca de 150 milhões de Km ou 1 unidade astronómica (UA) e que a luz solar demora 8 minutos e 18 segundos para chegar à Terra.", assim sendo compensará atrasar apenas um segundinho o calendário? Tendo em conta que o calendário gregoriano continuará a atrasar e que no cosmos tudo leva muito tempo gostaria de propor aos entendidos atrasar um minuto inteiro. Para começar poupávamos às gerações seguintes voltarem a ralar-se com este problema,  mercado estaria um minuto sem descer, as operadoras de telemóveis cobrariam mais um minuto a todos os conversadores, as rádios e televisões teriam mais um minuto para dar aos comentadores, etc.



Na prática seria bom ter um minuto que não conta para nada. Um minuto que se poderia gastar sem consequências, um minuto perdido no tempo, como se ele próprio parasse para respirar fundo, fumar meio cigarro e só então seguir para o infinito.



Caso me levem a sério proponho que em 2010 se atrase o calendário um mês inteiro e aí é que vai ser!

sinto-me: atrasado
publicado por Manuel Padilha às 15:23
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1 comentário:
De joaovelhote a 30 de Dezembro de 2008 às 16:05
Outros comentários mais tecnicamente correctos certamente virão. Mas a sua proposta já está em vigor, verifica-se de quatro em quatro anos - com excepções para anos divisíveis por cem e por quatrocentos - e dá pelo nome de Ano Bissexto. Que termina agora. Atrasámos o calendário este ano precisamente vinte e quatro horas e um segundo.

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