Segunda-feira, 14 de Agosto de 2006

O que é feito de si? - Parte IV




























Uma das grandes questões que passam pela mente de todas as pessoas de bem neste mundo é "que raio aconteceu aos putos dos Goonies?". Pois bem, eis finalmente a resposta, para que toda a gente deixe de se atormentar com essa dúvida e siga em frente com perguntas mais relevantes como, por exemplo, "o que aconteceu àquela malta que fez o Rumble Fish e Os Marginais do Coppola?*"

Mikey Walsh, o herói do filme e talvez o mais parvo deles todos, com a sua permanente negação da realidade e fascínio mórbido por histórias de piratas, foi interpretado por Sean Astin, então com 14 anos, dando início a uma longa carreira de papéis olvidáveis em filmes inconsequentes, até que aterrou no mega-projecto The Lord of the Rings, como o hobbit amigo-barra-servo do hobbit principal, já trintão, voltando depois a uma carreira de papéis olvidáveis em filmes inconsequentes. Parece ser também que engordou. Veremos se daqui a 20 anos voltará a participar num filme relevante.

Corey Feldman a.k.a. Mouth tinha a mesma idade quando interpretou o seu Goonie. Chegou nessa altura a ter uma carreira em filmes que a malta se fartava de consumir nos video-clubes, como o Sexta-Feira 13, partes 4 e 5, Gremlins e The Lost Boys, com uma incursão pelo Stand By Me, que apesar de ser um filme com putos, não era propriamente um sucesso de alugueres. A partir daí a sua voz terá mudado e a dita carreira entrou em declínio cada vez mais acentuado, chegando a fazer de uma das Tartarugas Ninja nos episódios 1 e 3 (no 2 aparentemente não, talvez se tenha assustado com a perspectiva de contracenar com o mítico Vanilla Ice), passando os últimos 15 anos a interpretar papéis progressivamente piores em filmes inacreditáveis como Citizen Toxie: The Toxic Avenger IV, Bikini Bandits ou Puppet Master vs Demonic Toys. Actualmente, pelo aspecto na fotografia, parece recorrer à prostituição como modo de vida.

Jeff Cohen, o Chunk, terá tido nos Goonies a sua primeira e única incursão no cinema, conseguindo ainda trabalhar na televisão até 1988 e, depois, uma derradeira vez em 1991. Tendo em conta o odioso personagem que interpretou, chato como a potassa, sempre a lamuriar-se e com uma vozinha irritante, não é de todo de admirar. Parece que ganha a vida a revisitar o seu único papel relevante e é também "advogado de entretenimento", seja lá o que isso fôr, mas pelos vistos não dá guito suficiente.

Por fim, Jonathan Ke Quan, o puto oriental Data, fanático por tecnologia, vinha de um grande sucesso como puto oriental no Indiana Jones e o Templo Perdido, e chegou a fazer de puto oriental em literalmente meia dúzia de séries televisivas antes de arrumar as botas e se dedicar ao ensino de artes marciais (a sério) e a trabalhar como duplo e coordenador de duplos em filmes de acção. Tem também cara de informático. Dificilmente a sua vida poderia ser um maior estereótipo.

* Já lá irei, se tudo correr bem. Amanhã tenho que fazer dois turnos no trabalho.
publicado por Comboio Azul às 00:17
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