Quarta-feira, 22 de Novembro de 2006

Galo de Barcelos

Nunca pensei ser possível acompanhar séries. Ter um dia e hora certos para me lembrar de mudar para tal canal já me parecia impossível com quatro canais. Com 50 é impraticável. Agora que os amigos trocam freneticamente DVD cheios de episódios de todo o tipo de séries e competem por conseguir o episódio tal que foi transmitido horas antes, uma pessoa pode perder todas as suas horas disponíveis a papar temporadas inteiras. Ele há coisa para todos os gostos, curiosamente todas boas. Não vale a pena falar no Lost, imagino. Até porque a descobri muito pouco consensual. Há uma curiosa tendência para manter os temas clássicos das sitcoms, mas agora com perversões ou idiossincrasias novas que remetem o ambiente para pretexto. No Scrubs (é muito subvalorizada esta) o hospital é pretexto, no Dexter o trabalho policial é pretexto, no Weeds o subúrbio é pretexto e até no Lost a ilha é pretexto. E no entanto são pretextos muito bem feitos.

Bom, de todas estas o Weeds e o Dexter serão as que partem de pressupostos mais estranhos. Na primeira temos uma jovem viúva, mãe de família de subúrbio que vende erva no bairro. Um gajo vê um episódio, pelo menos, nem que seja por causa disto. O Dexter passa-se no habitual ambiente de um departamento de homicídios mas com um sociopata a especialista forense, que se dedica àquilo para não matar (demasiadas) pessoas. O Dexter é melhor e o Weeds é só uma série gira e bem apanhada. E ainda com aquele extra à janela da casa dos dealers grossistas do bairro.

Tags:
publicado por Sérgio às 14:06
link do post | comentar
5 comentários:
De Maria das Flores. a 23 de Novembro de 2006 às 11:10
Andei a fazer um inquérito a don@s de casa com fetiches por detergentes e 100% da amostra (N=2) afirmou que Sonasol nao poderia ser, que a embalagem é diferente; mas que poderia ser, no entanto, Fairy.
Perguntou-se também sobre um eventual sentimento de familiaridade que aquele prato no escorre-pratos (??) e os cortinados de renda despoletariam na populacao portuguesa: a mesma supracitada percentagem garantiu já ter visto pratos e cortinados assim-tal-e-qual-igualinhos-igualinhos em casa de avós e tios dos próprios e/ou de amigos (portugueses).
De proletario a 22 de Novembro de 2006 às 19:13
Ora aqui está mais um indício da viabilidade económica do Caralho de Barcelos
De Comboio Azul a 22 de Novembro de 2006 às 17:40
É capaz de ser, é. E azulejos Revigrés também.
De Le Fante a 22 de Novembro de 2006 às 17:37
Olha, a Rainha Santa não sei. Mas aquilo junto do lava-loiças não é um frasco de Sonasol? Podia jurar...
De Comboio Azul a 22 de Novembro de 2006 às 17:31
Assim já se percebe nelhor por que razão o outro tipo ouviu o frango assado clamar pela sua inocência, dando origem a um dos mitos mais cretinos na história portuguesa.

Assim sendo, gostaria que aparecesse posteriormente uma efígie da Rainha Santa para confirmar esta teoria.

Comentar post

Pesquisar

coisos

Arquivos

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

blogs SAPO