Sexta-feira, 29 de Julho de 2005

Sobre a pirataria informática e o software ilegal.

Espero que não me remetam para outros blogs e sites sobre este tema, pois desde já vos aviso que me estou perfeitamente a cagar para as opiniões de gajos que se julgam mais entendidos que os outros. Eu não percebo nada desta especialidade nem quero perceber pois ando ocupado com outras coisas mas, chegou a hora de dar a minha opinião e se não quiserem não leiam mas vou publica-la na mesma. E vou publica-la já porque também a escrevo a quente. Mesmo a ferver. Passo a explicar; ainda não passaram 15 minutos desde que o principal programa que uso para fazer abanar as saias de princesas celtas com cio me avisou com um alerta: "Erro de autenticação, ligue-se ao site da não sei quantos e faça o registo", seguindo de "o programa vai fechar e tu estás bem fodido cabrão que não queres pagar um balúrdio por um software muita porreiro" - tradução livre do Inglês, claro. Esta aventura que relato aconteceu-me no computador de secretária. É nele que corto, recorto, edito, alinho, afino, ponho no tempo e preparo o documento que vou apresentar ao público. Este programa foi instalado no mesmo dia no computador de secretária e no portátil que uso para os concertos. Significa que em breve, o mesmo se irá suceder no portátil. Ora daqui a dois dias tenho dois concertos seguidos, os mesmo que estava a preparar quando o cabrão me descobriu. Ainda ontem comentava outro utilizador deste programa que não há solução senão comprar, passado algum tempo da instalação ilegal do programa este bloqueio sempre acontece e não vale a pena desinstalar e voltar a instalar. Para compensar quando se compra o programa eles oferecem uma camisola de manga curta.

Avante, esquecendo o facto de me ter acabado de acontecer e a complexidade do facto, vou resumir a minha opinião sobre o facto de ter de pagar tanto dinheiro por um programa de software. Se por um lado andaram os meninos coitadinhos durante tantos aninhos encerrados nos quartinhos apertadinhos das casas das suas mães a investigar como fazer esta maravilha da natureza é injusto que quem já investiu tanto em hadware, placas de som, instrumentos, cabos, cordas, caixas, pedais, cordas e sei lá mais o quê não possa usar esse programa pelo preço do uso que lhe dá. O que eles nos pedem é para pagarmos os salários chorudos dos administradores das empresas que comercializam o programa, os comprimidos dos programadores e dois cêntimos aos pobrezinhos que copiam CD's no extremo oriente-se.
Proponho uma forma justa de resolver esta questão, e incluo já todos os Office e Photoshops ilegais. Todas as pessoas teriam acesso aos programas livremente, apenas quando começassem a ganhar dinheiro com o uso programa na sua actividade profissional ou artística tinham de passar uma percentagem aos autores do programa, como uma forma de direito de autor para os livros escritos em Word, os relatórios de contabilidade em Excel, fotos eróticas na net em que tenham usado o photoshop, o uso de certos programas em concertos e por aí além. Desta forma os pequeninos poderiam continuar a brincar felizes com os seus programas enquanto que os ricalhaços pagavam o Xanax aos programadores que afinal nem pagam renda porque nunca irão sair de casa dos pais.
Entretanto continuo sem mais opção imediata que sacar da demo para o de secretária, gravar um CD para futura instalação no portátil e continuar a trabalhar de coração nas mãos, esperando a qualquer momento a janela de aviso: "Aviso! Amanhã vão entrar pelo seu tecto cinco gajos de metralhadora na mão para o prender por não ter pago por um programa de computador o valor de uma vida inteira de salário qualquer trabalhador agrícola argentino".
Quando se vendiam jogos nas feiras em cassetes a vida era mais fácil.
publicado por Manuel Padilha às 20:58
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