Quinta-feira, 17 de Agosto de 2006

O estranho caso da gárgula e do seu pénis




Todos os portugueses deviam visitar os Açores. Portugal no meio do Atlântico é uma coisa bela, que os políticos e os empreiteiros ainda não conseguiram destruir. Acabado de chegar das ilhas, andei pela net à procura de explicação para a famosa gárgula da parede norte da Igreja Matriz de São Sebastião, em Ponta Delgada. O estimado camarada Comboio Azul já me tinha alertado para a presença de um rico par de tomates e mais a respectiva varinha mágica na figura. Encontrei um artigo de Manuel Luciano da Silva, médico português radicado na América, que lança boas pistas para explicar o caso. Como o texto original é longo e abrange vários assuntos, deixo aqui a citação sobre a igreja de Ponta Delgada, retirada do site onde a encontrei:

"Matriz de Ponta Delgada

De todas as igrejas portuguesas que eu conheço a única que exibe um símbolo fálico é a Igreja Matriz de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel nos Açores! Construída entre 1533 a 1545 tem a forma de cruz latina e o seu patrono é São Sebastião, o Santo Mártir varado de setas, que influenciou muito a criação de freguesias semelhantes na Baía, no Rio de Janeiro e em São Paulo, no Brasil. Tem categoria de igreja grande porque possui quatro gárgulas do lado do sul e quatro do lado norte. A palavra gárgula vem de garganta grande, comprida. O nosso povo chama-lhe carranca, ou cara feia, às vezes tem a aparência de máscara. As gárgulas servem para escoar as águas das chuvas dos telhados das igrejas e das catedrais, para a água não escorrer pelas paredes abaixo. As gárgulas da Catedral de Nossa Senhora de Paris e do Mosteiro da Batalha são muito famosas. As gárgulas da Matriz de Ponta Delgada assemelham-se às bocas de canhões, semelhantes àqueles que os portugueses usaram nas praças e fortalezas para defender o nosso Império dos piratas e dos invasores. Mas existe nesta Matriz uma gárgula muito curiosa que está localizada na parte norte, do lado do altar mor. Esta gárgula representa um símbolo fálico ou colon. Lá está bem visível, uma figura imitante humana, com um pénis do comprimento dum pé, ladeado na base por dois testículos do tamanho de tangerinas! Não são poucas vergonhas na Matriz de Ponta Delgada!... Infelizmente ainda há muitíssima gente que critica os pedreiros das igrejas e catedrais por lavrarem em gárgulas “pornografias grosseiras”, quando apresentam figuras com o símbolo fálico. Esses críticos não sabem o significado místico e religioso do símbolo fálico ou colon e até não entendem o significado de tantas estátuas nuas que existem nas grandes cidades.
Para uma pessoa realmente compreender bem o verdadeiro significado do símbolo de colon ou fálico devia fazer uma visita à célebre e histórica cidade de Pompeia, no sul de Itália. Eu já visitei esta cidade duas vezes. Esta cidade foi totalmente arrasada pelas cinzas do vulcão Vesúvio no ano 79 da nossa era. Pompeia foi construída centenas de anos antes do aparecimento da Cruz como símbolo de Cristo. Qual era o símbolo religioso que o povo de Pompeia usava? Era o símbolo fálico ou colon! Por todo lado, fora e dentro das casas, nas mobílias, nos pratos, nas pinturas, nas cozinhas, nas salas de jantar, nos quartos de dormir, nos templos, à entrada dos estabelecimentos comerciais e até nos pavimentos das ruas haviam símbolos fálicos! E porque não, pois se ele era o deus deles! Devemos notar que Pompeia tinha tanta gente naquela altura como a cidade de Ponta Delgada agora. Imaginem como seria Ponta Delgada se existisse há mais de dois mil anos. Também iria ter símbolos fálicos ou colons por todos os lados, não era só na Matriz! Porque o povo açoriano é tão religioso, Ponta Delgada iria ter muitos milhares de símbolos fálicos ou colon espalhados por todos os lados!"
publicado por Proletário às 23:07
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1 comentário:
De Anónimo a 19 de Agosto de 2006 às 20:53
Quarta feira estive no Mosteiro da Batalha e também lá existe uma.

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