Sábado, 25 de Junho de 2005

Um burro carregado de ouro é sempre um burro

Não tendo nada a ver directamente com o post anterior, esta é uma máxima que trago sempre comigo, que ouvi, uma só vez e pela boca do Manuel José, pessoa extremamente popular no Egipto. Isto, para resumir, a propósito de uma situação em que o ponta-de-lança Ricky, um dos três avançados com que o Manuel José dizia que jogava, constituindo por esse facto, a equipa mais ofensiva do campeonato português, ainda na opinião de Manuel José, teve um desentendimento (do qual por acaso não me recordo com precisão quem foi afastado do clube, se jogador se treinador, mas penso que foi o jogador, dado que o Manuel José ainda chegou a treinar em simultâneo o Jimmy Hasselbank e o Nuno Gomes, ambos titulares, sendo que, no fim da época o Benfica achou que era importante contratar um dos avançados do Boavista e optou pelo Nuno Gomes, e por aqui me fico, nem vou dizer que o Jimmy até era jeitoso, fico por aqui, é melhor) com o Manuel José e no qual, para matar a discussão afirmou que tudo aquilo era verdade mas que o facto é que ele, Ricky, conduzia um Ferrari (na verdade não me lembro se seria um Maserati), enquanto que o Manuel José apenas possuía um Golf. O Manuel José, e é por isto que deixa saudade, responde logo que, cá está, um burro carregado de ouro é sempre um burro. Tudo isto serve apenas para rapidamente fazer aqui um copy paste que explica que um barril - este em específico - é uma medida de petróleo líquido, geralmente petróleo cru, igual a 159,2 litros. Um barril é igual a 5,6 pés cúbicos (ou 0,159 metros cúbicos). Para petróleo cru, um barril é mais ou menos 0,136 toneladas métricas. Dado não dominar o processo de refinação de petróleo e sua transformação em gasolina de 95 octanas, que deduzo seja a que usa o Comboio Azul (por extenso e com maiúsculas, porque uma automotora, também ela comboio, move-se a gasóleo), sobretudo no que toca a custos e mesmo, não ponho de lado esta questão, da quantidade de petróleo necessária para se conseguir um litro de gasolina de 95 octanas, questão esta que constitui uma faca de dois gumes pois tanto pode ser necessário mais como menos do que um litro de petróleo, não me alio já à tua revolta. Legítima claro. Podemos inclusivamente e para alargar o âmbito da questão, lançar algum tipo de manifesto agressivo aos maiores produtores de petróleo mundiais, ou questionar a guerra do Iraque, já que nos encontramos aqui, ou ainda pôr em causa o papel da General Motors no bloqueio ao desenvolvimento de veículos movidos a energias alternativas, consideravelmente mais baratas. Veículos esses que nem eu nem tu teríamos dinheiro para comprar. Lá estão os dois gumes. Mas por outro lado, não há dinheiro porque a produção em série não avança. Enfim, a General Motors é capaz de ser a grande culpada de toda esta merda. Penso que devemos criar uma comissão e discutir o rumo da nossa indignação. Romaria de Santo Amaro amanhã? Quinzinho de Portugal, parece.
publicado por Sérgio às 02:44
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