Sexta-feira, 30 de Junho de 2006

Rui-Cooooooosta!

Vi o último jogo de Portugal com Inglaterra em casa do Comboio Azul com mais umas dez pessoas, à volta de uma mesa de jantar, numa televisão de 30 cms. Tudo muito anos oitenta, mobília incluída. O jogo foi o que se sabe, e foi-o de tal modo que foi o suficiente para pôr gente que diz odiar futebol a gritar 'nãos' desesperados quando Inglaterra marcou o golo do empate, ou para transformar a cozinha em capela, para os mais crentes.

Definitivamente Portugal não deve ter muitos amigos entre as equipas que tem eliminado. Nunca ganhamos simplesmente, com um jogo normal e concludente. Não, terá sempre que ser com prolongamentos mirabolantes como este, jogos violentos como com a Holanda, por seis de diferença à Rússia (não foi este jogo que os eliminou do apuramento, mas provavelmente lembram-se bem dele, os russos), por três, com os suplentes, à Alemanha. Deixámos de perder com espectáculo, como fazíamos dantes, e isso parece-me muito avisado. Perdemos aborrecidamente, entediamos o público, fazemos com que o jogo se esqueça rápido. É ver 2002 (apesar do murro) e o jogo com a Grécia (é muito prático ter uma História tão curta de competições).

A Inglaterra então, que a última vez que nos ganhou a contar deve ter sido para aí em 1966 deve estar perdidinha por nos dar uns cinco. Ninguém lhes manda insistir em marcar primeiro como têm feito, mas o ultimo jogo terá sido abusar das pessoas. Recuperar o um-zero depois dos oitenta. Anular um golo marcado numa recarga de uma bola que foi à barra depois dos noventa. Obrigá-los a marcar um golo no prolongamento. E meter o guarda-redes a marcar o penalty da vitória. Enfim, parece-me de quem não quer fazer amigos.

Isto começou tudo porque eu queria mencionar o Rui Costa que às vezes parece-me menos mencionado do que devia ser na selecção. O jogo com Inglaterra foi um último suspiro que não fica atrás do que o Zidane faz agora (o suspiro), mas que vem de um jogador que estava, e bem, sentado no banco. Quando o Rui Costa marcou golos na selecção eu fiquei sempre muito satisfeito. Porque, enfim, o Rui Costa ria com um ar de quem fez bem às pessoas (não é o sorriso-parede do Cristiano Ronaldo que esse nem sabe porque é que está a rir, não me lixem). O sorriso do Maniche também dá para deixar a gente bem disposta, vá. Assim de repente, para além da utilidade que a presença do Rui Costa teria sempre em campo mesmo nem tocando na bola, lembro-me do golo contra Inglaterra no prolongamento e de um passe no jogo com a Rússia para golo do Ronaldo. Tudo sempre direitinho. Muito direitinho joga o Rui Costa.

Pronto, bom fim-de-semana, vamos lá ver amanhã. Eu acho que há gente que nunca mais nos ganha, mas acho que vamos apanhar uns ingleses muito ressabiados. Era conveniente ganhar-lhes por uns três sequinhos
publicado por Sérgio às 16:38
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1 comentário:
De Comboio Azul a 30 de Junho de 2006 às 17:16
"por três, com os suplentes, à Alemanha". E com a desfaçatez de substituir o guarda-redes sem ser necessário. Metade desse gesto terá sido para dar a derradeira oportunidade ao único elemento que ainda não havia entrado em campo, mas a outra metade terá sido nítida provocação.

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