Quinta-feira, 13 de Março de 2008

Os melhores vinte minutos do dia.

Ser nerd é isto. Ter um AVC e ver nisso uma oportunidade para estudar o cérebro por dentro, brilhante.

publicado por joaovelhote às 10:52
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Quarta-feira, 12 de Março de 2008

Ainda queria ver se não morria comunista, mas não sei se consigo

Um gajo vai ao público on-line e lê isto: "Os portugueses vão pagar os empréstimos à banca mais caros dentro de pouco tempo, na sequência da crise do crédito hipotecário de alto risco ("subprime") nos EUA e da falta de liquidez nos mercados monetários, disse hoje governador do Banco de Portugal". Portanto, os americanos andaram a jogar demasiado na especulação (como se fosse razoável uma casta ganhar a vida a não fazer absolutamente mais nada a não ser especular) , o resto do mundo não tem dinheiro para pagar tanta dívida e o Chico António que anda a pagar a casa até aos 70 anos é que se fode. Isto tem muita lógica, tem sim senhor. É muito bom o capitalismo moderno deste século XXI, compreendo tudo... E eu a pensar que estava a ficar um conservador. Mas digam-me, vocês que militam desse lado, conservar o quê?
publicado por Proletário às 01:43
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Domingo, 9 de Março de 2008

As campanhas hoje em dia são para meninos.

O famoso Daisy ad, utilizado nas eleições de 1964 pelo Presidente Johnson.

publicado por joaovelhote às 19:51
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Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Esperar duas horas antes de ir para a água depois de comer? Quero a minha infância de volta!

Como bom algarvio, cresci na praia e sempre levei com a máxima "Não podes entrar na água enquanto estiveres a fazer a digestão!". Três horas, duas horas e meia. Até ter fome.



Descobri recentemente que não passa de uma conspiração parental para evitar que as crianças se divirtam. Achei estranho ao falar com amigos alemães e estarem a comentar porque raios é que em Portugal se esperava duas horas para tomar banho, duche, molhar a ponta dos dedos dos pés. Fui investigar.
Não há, no mundo inteiro, qualquer registo de afogamento de criança ou adulto, em que a causa do afogamento esteja directamente relacionada com a digestão. Há sim uma relação entre a temperatura do corpo e a temperatura da água, pelo choque térmico causado no coração. Um escaldão neste caso até é mais perigoso.

A Cruz Vermelha americana até fez uma experiência sobre o assunto:

Dr. Tim Johnson asked a swimming class what they thought. They believed it. When he told them it was a myth, they didn't believe him.[..]
The American Red Cross agrees. We set up our own experiment with those skeptical swimmers. We had them climb out of the pool and eat a snack. We had them get back in the pool and swim vigorously.
Everybody in class felt fine. One swimmer even said he was hungry.


No Snopes também está lá tudinho. Buzz killer.
sinto-me:
publicado por joaovelhote às 12:59
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Terça-feira, 4 de Março de 2008

Os Vampiros...

Dentro da temática do laboratório, venho hoje falar-vos sobre análises clínicas, essa coisa que de vez em quando o médico de família nos manda fazer. Parece simplesmente um assunto desagradável, mas é bem mais que isso.
Começa pelo jejum, talvez a parte que menos me chateia apesar de detestar sair de casa sem comer. Acordo sempre com uma fome daquelas capazes de comer um boi inteiro e custa ter de me arrastar até ao laboratório, que felizmente fica já ali ao fim da rua. Tenho também que admitir que só com o pequeno almoço diluo uma grande parte do mau humor matinal. O que acontece nos dias de análises é que tenho de me esforçar para não insultar o vizinho que passa por mim na rua ou o tipo da tabacaria que teima em me cumprimentar. Faço um esforço e só respondo em monossílabos o que não facilita a comunicação mas permite-me comprar tabaco no dia seguinte. Depois começo por estranhar como a recepcionista percebe o que a minha médica de família escreveu. Não era suposto só médicos de farmacêuticos perceberem aquela escrita cuneiforme? Tento acalmar-me e espreito o programa da manhã da TVI que quase me faz explodir de raiva. Ora, estas coisas não podem fazer bem ao sangue de um tipo!
Após a espera mandam-me entrar. Começa o filme de terror. Digamos que se eu fosse Peter Jackson no início dos anos 90, teria feito um filme sobre análises clinicas. Cem minutos de tipas de bata branca a fazer pontaria às veias do braço. Aliás, todo o imaginário dos vampiros nasceu num laboratório destes. Há mais alguém que passe o dia a roubar sangue das veias das pessoas e ganhe a vida com isso? Aliás, defendo que o primeiro laboratório deste género foi na Transilvânia e pertencia ao famoso Dr. Drácula. Vou confessar que só existe uma maneira de me controlar e não sair dali a correr sempre que a bata branca começa a preparar a agulha, a seringa, o garrote e os outros objectos de tortura legais. Olho para o tecto e penso em sexo. É a única altura que tenho de me esforçar para pensar em sexo e não me excito minimamente, o meu cérebro não se deixa enganar a esse ponto, sabe que a qualquer momento irá sentir a picada e depois o mosquito gigante começa a sorver o meu conteúdo. Quando a agulha sai do meu braço não consigo evitar olhar para os litros de sangue que me roubaram e percebo também nessa altura porque nos pedem para ir jejum, evita-se assim que o paciente vomite em cima da bata branca do vampiro.
Mas ainda não acabou. Aliás a parte mais ridícula aparece depois do sangue sair, quando me perguntam se trouxe urina. Como queriam eles que eu a trouxesse? Numa garrafa? Ia pela rua com uma garrafa de mijo sorrindo às pessoas e dizendo “Foi a primeira da manhã! Não tem uma bela cor? Com tanta espuma até parece cerveja!”. A coisa torna-se hilariante quando me dão dois tubos onde não cabe o meu mindinho e pedem que “faça” lá para dentro. Há várias coisas aqui que não batem certo. Primeiro não sou daqueles tipos que funcionam sob pressão, depois mal acordo corro para a casa de banho e demoro meia-hora a mijar tudo que a minha bexiga produziu nas hora de sono, e para acabar não percebo como querem que consiga acertar no tubo, se às vezes a sanita é estreita imaginem o tubinho. Enfim, é uma porcaria. Primeiro tenho de me concentrar para inventar vontade, depois controlar a fome e depois de conseguir acertar no tubo tenho de parar a tempo a pressão e passar para o outro tubo igualmente minúsculo. Ora a coisa não pode correr bem e demora sempre mais do que eu queria. Acaba comigo a lavar as mãos ainda amareladas da urina, passar os tubos por água e enojado passa-los à bata branca que me entrega um talão com a data para ir levantar as análises.
Engraçado é que saio sempre do laboratório muito mais bem disposto. Parece que enfrentei um monstro enorme e sai de lá com vida. Normalmente comemoro a vitória na pastelaria mais próxima.
publicado por Manuel Padilha às 12:30
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Domingo, 2 de Março de 2008

Pelo Photoshop.

Por várias vezes, alguém que andou a cuscar a minha galeria me pergunta por técnicas utilizadas, aberturas de lente e se a Nikon ou a Canon é que é. Costumo responder que da máquina apenas quero uma boa lente e um sensor limpo, que o Photoshop trata do resto. Seguem-se as acusações de manipulador a realidade, à boa velha escola estalinista.
Pois serve o presente em primeira análise para limpar as calúnias. Em segunda para falar um pouco das técnicas e efeitos que lá fui aprendendo. Por hoje fico-me no preto e branco, pois sempre tive curiosidade quando vejo uma foto a preto e branco que gosto, de saber como seriam as cores daquela situação.

Nas quatro fotos que se segue, para ver o original basta colocar o cursor do rato sobre a pretendida. O Antes e o depois tornam-se assim evidentes.


Plantações de chá em Munnar, Índia
Nesta paisagem acabei por escolher o fotograma que estava mais escuro, porque estava a fotografar em contraluz e dá para recuperar mais informação das zonas escuras. Nos outros fotogramas, o céu estava explodido, aparecendo todo branco. É esse o motivo porque algumas máquinas fotográficas mostram as zonas brancas das fotos a piscar.


Pescador em Cochim, Índia

Aqui procurei realçar a expressão do pescador. O corvo que aparece em segundo plano é mais evidente no original, mas ao escurecer distrai menos, o que leva a que olhemos mais para a expressão.


Autocarro atolado em Thekkady, Índia
Aqui o photoshop faz maravilhas, ao recuperar uma zona que estava completamente escura e sub-exposta. Seria uma foto banal sem dar um pouco de tratamento na expressão.


Lexington Avenue, Nova Iorque

Finalmente, temos o photoshop a endireitar a foto - já somos dois cá no blog que andam tortos - e o preto e branco esconde os sinais vermelhos que distraiem. O contraste entre a neve e a cidade também funciona melhor quando não há a cor a distrair.
Todas fotos © João Pedro Gonçalves.

publicado por joaovelhote às 18:32
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