Quarta-feira, 27 de Dezembro de 2006

Cotidiano #8

Um Ex-voto no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, Minas Gerais

A arte popular brasileira, em toda a sua força, ingenuidade e detalhe.





P.S.: Todas estas imagens foram captadas através de um telemóvel daí a sua fraca resolução, qualidade e pertinência.
Tags:
publicado por O Escravisauro às 15:52
link do post | comentar

Cotidiano #7



Um recorte do "Estado de Minas" para acalmar as hostes mais indignadas com os tradutores de filmes portugueses.

A saber, os tradutores brasileiros são bem piores e com mais historial: em 1960 e troc'ó passo passaram-se e passaram "The Sound of Music" para "A Noviça Rebelde".

publicado por O Escravisauro às 15:45
link do post | comentar

Cotidiano #6


Se Dante voltasse a nascer hoje, seria brasileiro e publicitário.
Tags:
publicado por O Escravisauro às 15:41
link do post | comentar

Cotidiano #5


Garagem em Mariana, primeira capital e uma das vilas históricas de Minas Gerais

Não é talha dourada mas o fausto inútil e despropositado daquele lustre perfazem uma singular manifestação moderna do barroco mineiro.


Tags:
publicado por O Escravisauro às 15:22
link do post | comentar

Cotidiano #4

Em São Paulo, num jantar muito bacana em casa de amigos, alguém que haviamos acabado de conhecer pergunta-nos:

"- Então, vocês são de onde em Portugal?
- Somos ambos de Lisboa.
- Sabe que eu tenho familia portuguesa?...
- Ah, sim?
- É que minha família é do Sul. De Santa Catarina. E lá tem uma grande comunidade de portugueses.
- Exacto. De Açorianos, não é?
- É isso aí! O meu avô era lá dos Açores.
- E de que ilha? Sabe?
- Olha, eu certeza não tenho mas penso que era da Ilha da Madeira..."
Tags:
publicado por O Escravisauro às 15:16
link do post | comentar

Cotidiano #3


Retrato (desfocado) do Trabalho em Belo Horizonte, Brasil
Tags:
publicado por O Escravisauro às 15:14
link do post | comentar
Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2006

Cotidiano



Por acaso é no bairro Ipiranga mas ficaria bem melhor no bairro paulista de Higienópolis.
Tags:
publicado por O Escravisauro às 11:00
link do post | comentar
Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2006

Cotidiano #2

Rio de Janeiro - Aeroporto Internacional António Carlos Jobim

Esperando o voo doméstico para Belo Horizonte já muito atrasado, escuta-se ao lado um grupo de homens de negócios em regresso de um reunião de trabalho no Rio e que debate alguns problemas profissionais recentes e o sucesso das soluções encontradas:

"- 'Cê viu a atrapalhação do Joca contando as piadas de português dele?

- Vi, claro que vi. Agora com aqueles 2 portugueses lá da administração nas nossas reuniões o cara quer contar as piadas dele mas não sabe como.... Aí virou tudo piada de norueguês...

- É! Mas os norueguês se chama tudo António, Joaquim e Manuel, igualzinho..."
Tags:
publicado por O Escravisauro às 17:03
link do post | comentar
Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006

Já nada é sagrado

Há coisas que convém não ter como certas. Sempre entendi o perfeccionismo do Chico Buarque naquele trabalho de carpintaria chato de terminar uma música como o melhor que existe, e provavelmente é. E tinha como exemplo acabado desta prática o Vai Passar, que alia um golpe de sorte/inspiração (é possível ouvi-lo - ao golpe - aqui, para quem tenha Real Player) a muito, muito trabalho de acertar palavras, e acertar uma harmonia traiçoeira que impele a música sempre para cima. Depois de pedir ajuda a dezenas de compositores (mais que dez, pronto), a solução estava afinal em casa, e o Francis Hyme conseguiu um truque para trazer a música de volta à tónica. Mas para lá de todos estes pormenores, que na verdade nem são relevantes, está a música que tive sempre (e tenho) como o melhor samba de sempre.

De há umas semanas para cá achei que me fazia falta ouvir de chofre a obra toda da Elis Regina. Para lá de todas as maravilhas que contém, dou de caras enquanto guiava, com O Bêbado e a Equilibrista (o tema aparece em tudo o que é compilação e best of, mas embirrei sempre com este nome e nunca lhe dei atenção). Por faccioso que sou escandalizo-me logo com o plágio descarado. Em alguns momentos é possível cantar o Vai Passar por cima desta música, tal é a siamezice. Aproveito e insulto um pouco o João Bosco, autor da canção, e até o desculpabilizo um bocadinho, que imitar o Chico Buarque é apenas humano.

Só muito depois, dias depois, é que me assalta a dúvida. E se fosse o Vai Passar que se tivesse colado ao Bêbado e a Equilibrista? Uma pesquisa muito rápida e confirmam-se os maiores temores. A do Chico Buarque é de 84 e a da Elis Regina de 79. Teria havido punhais menos dolorosos, mas a verdade é que parte do génio do Vai Passar estava já inventado. Demasiado inventado.

À distância e com parcialidade já consigo relativizar tudo, e continuar a achar o Vai Passar melhor música e de uma perfeição assinalável. Quem já tentou fazer músicas sabe que haverá sempre alguém que diga 'epá isso lembra mesmo aquela música daquele outro'.


O Bêbado e a Equilibrista - Elis Regina

Vai Passar - Chico Buarque
publicado por Sérgio às 11:04
link do post | comentar
Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2006

O Swing da Raposa

Alcântara é a musa deste blog, ou melhor dito, este blog nem existia sem Alcântara. Mas orgulho é ver que a terra do 'ex' por excelência - tem uma ex-tapada de caça, ex-fábrica da Regina, ex-FIL, ex-faculdade, ex-Hospitais Ultramarinos - teve sempre gente visionária, ainda que eventualmente por engano. Através do blog jnpdi descobri um pedaço de crónica do Aquilino Ribeiro, em 1926, para o semanário A Ilustração:

O jazz band costumava oferecer-se em espectáculo na feira de Alcântara, numa barraca de ripas e lona, miserável, rudimentar e cachaceiro. (...) Ninguém que se prezasse se dava ao desenfado de ir ouvir a música bárbara dos pretalhões e seus saracoteios obscenos. Não porque fosse interdita ao pudor; mas porque era apenas uma diversão sem graça nenhuma.

É de registar que, apesar do juízo de valor, o Aquilino até parecia saber o que era o jazz. No tempo dele não sei, mas hoje uma barraca de ripas e lona, e um espectáculo cachaceiro (bonito...), com a música bárbara dos pretalhões não me parece nada mal. Aparentemente Lisboa não recebeu tão bem o jazz como Paris, mas fico com o consolo que a Romaria de Santo Amaro em Alcântara fez o que pôde.
publicado por Sérgio às 09:38
link do post | comentar | ver comentários (4)

Pesquisar

coisos

Arquivos

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

blogs SAPO