Domingo, 30 de Julho de 2006

Coisas que acontecem após uma noite de vindaloo e cachupa

publicado por Comboio Azul às 21:59
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Domingo, 23 de Julho de 2006

Por-ra-da! Por-ra-da!

A cena de porrada mudou um pouco nestes últimos anos. Envolve quase sempre num dos lados uma camisa aos quadrados e pullover amarelo aos ombros, só que agora traz por baixo um tipo imberbe e do rugby. Do outro lado está o gajo que foge, de riso nervoso. Mas é coisa que nunca se concretiza. Falta killer instinct à malta do rugby. Rangem dentes, gritam impropérios e atiram-se contra o bloco de amigos que os impede de concretizar a bojarda. Por alguma coisa marcam ensaios e não golos no desporto deles. Pontos então, é coisa que nem pensar na bulha destes dias. E acrescento ainda que a porrada agora se desenvolve junto aos seus carros. Acabaram os copos partidos ao balcão e o levantar de cadeiras acima da cabeça. Resolve-se tudo no parque de estacionamento, mas nem sequer há uma Casal Duas para atirar ao chão no meio da rixa. Meninos...
publicado por Sérgio às 04:17
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Sábado, 22 de Julho de 2006

Uma história de duas Kims

No princípio da minha formação o rock era uma coisa de homens. No entanto, cedo surgiram duas jovens que iriam mudar a minha percepção da coisa. Curiosamente, ambas partilhavam um nome (o instrumento também, mas isso já não é tão curioso). Um nome apenas, Kim. Nome de homem em países escandinavos, por exemplo, pelo que podia ter ocorrido por engano, como naqueles filmes estúpidos em que uma mulher veste umas calças e é imediatamente tomada por um homem. Porém, não era o caso. Não se tratava de uma comédia de enganos, mas sim de um épico. Que continua.

Tratou-se de amor à primeira vista, jamais traído.

Hoje (ontem, precisamente) , mais velho e mais gordo, reparo que tal não acontece só a nós. Aos nossos heróis e heroínas também. Mas não deixam de ter a sua condição mítica por isso.



Pelo menos não estou careca como os outros três quartos dos Pixies.
publicado por Comboio Azul às 02:17
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Sexta-feira, 21 de Julho de 2006

Dois Francis?...



Admito que está gordo, mas só há um Francis.
publicado por Sérgio às 22:37
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Quinta-feira, 20 de Julho de 2006

Yet another tale of two Francis

Antes de mais, se eu fosse um libanês prestes a levar com um míssil israelita nos cornos e tivesse que pensar numa música que me embalasse a subida aos céus que uma morte estúpida daquelas me faria merecer, eu esboçaria um sorriso ao som do Debaser dos Pixies (é muito difícil escolher só uma mas tem que ser, o míssil estaria prestes a aterrar-me na cachola e eu estou a escrever isto à pressa na hora de almoço...), cerraria as pálpebras e murmuraria "I am un Chien Andalucia" antes de dar o último suspiro. Assim, descansaria em paz. RIP, motherfucker, RIP!!

Não tencionava, no meu post anterior, fazer comparações musicais e de estilo entre os dois Francis. Não há comparação. Queria apenas transmitir o meu actual estado de espírito que me levou a dar 10 euros para ver o Hime ontem em lugar dos 30 para ver o Black hoje. Lá está a crise… Mas há outros factores.

Primeiro que tudo, já vi os Pixies. Como o amigo sabe, também lá estava em Sacavém e não posso dizer que o concerto me tenha enchido as medidas. O carácter quase mitológico dos rapazes e rapariga de Boston tornou-lhes difícil a tarefa de me encantarem e surpreenderem, reconheço. Mas, caramba!, tinha ouvido histórias sobre a Kim Deal toda maluca a despir-se em palco em Frankfurt ou lá onde foi e, por cá, a moça nem o pullover tirou, raios-a-partam! Ou seja, faltou chama. Queríamos (eu, pelo menos) toda aquela nostalgia reacendida e não apenas relembrada.

Em relação ao Hime, nunca o tinha visto. E tinha para mim o interesse de ouvir as canções um pouco tal como o compositor as imaginou, sem produção, sem efeitos, sem rasgos melodramáticos do intérprete, bastante mais próximas desse misterioso alambique de alquimista que é o acto de criação. Também, ao contrário do que o Comboio diz, o homem não anda a viver do passado. Tem ultimamente editado disco atrás de disco e até compôs uma sinfonia em 5 movimentos. Portanto, não me parece um sujeito preguiçoso. E o seu último albúm, Arquitectura da flor, pelas amostras que nos deu ontem a ouvir parece ser mesmo muito bom. Esse episódio da SIC que referes e que eu não vi é o habitual em televisão. Não sei que programa era mas não estás à espera que ele nos 2 ou 3 minutos que lhe deram fosse mostrar as suas novas composições que infelizmente ninguém do grande público quer ouvir. Soundbyte oblige, meu caro amigo.

O mesmo não podemos dizer dos Pixies. Fala-se de novas músicas, com as quais sinceramente espero que te presenteiem esta noite, mas ainda não as ouvi. E desde 1990 ou assim, só temos carreiras independentes que sabemos não ser a mesma coisa. Ainda assim, as Breeders foram (são?) uma grande banda! Resumindo: os Pixies reunidos é porreiro, espero que eles se estejam a divertir em palco e nos bastidores e tal, mas eu não pago para ver outra vez o que vi em 2004. Se eu tivesse bilhete à pala, aí sim, também lá estaria hoje à noite. Vê lá se ofereceste?

Por vezes acho que se nunca os tivesse visto ao vivo, seria uma homem mais feliz. Mais crente em milagres e por aí fora. O meu sorriso, olhando o míssil israelita directamente no vértice da ogiva, seria muito mais largo, mais genuíno, mais desafiador…

Shalom, motherfucker, shalom!

"'cos I am un Chien Andalucia"
and "aDONAI does not exist"...
publicado por O Escravisauro às 13:07
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Quarta-feira, 19 de Julho de 2006

Another tale of two Francis

Tal como o camarada Escavisauro, também o meu primeiro contacto com a palavra "Bossanova" terá sido através do imortal álbum de Pixies, que ainda hoje ouço prazenteiramente. Tal como ele, também eu só mais tarde vim a descobrir que tal palavra, já transmutada em duas, significava um estilo musical novo (pelo menos para mim) e fascinante. Também como ele, Chico e Francis tiveram um papel preponderante para o nascimento desse fascínio. No entanto, por esses tempos, Francis Hime nada significava. Talvez porque, quando se é jovem, mais importante que a composição é a interpretação. Quiçá pelo imediatismo da coisa, que a reflexão sobre o mérito não é de fácil digestão, ou ainda, mais prosaicamente, porque é difícil memorizar muitos nomes novos, e então vai o do intérprete e não digas que vens daqui.

No fundo, o que eu queria dizer é que o Francis (o do Maxime) teve a sua quota parte de importância com o Meu Caro Amigo, apesar de, lá está, nessa altura ainda não o saber. Mas também não deixa de ser verdade que se alguém está a, citando, "cashing on former glory", é o Hime. Em horário nobre da SIC, aparecia, contente da vida, a tocar e cantar clássicos com 30 anos, mais coisa menos coisa. O que eu não acho mal, antes pelo contrário. Afinal, não se pode descurar, e muito menos apagar, o passado, quer o colectivo quer o de cada um.

Aliás, uma das melhores recordações que possuo de 2004 é, precisamente, o desfilar de velhos êxitos e não só num palco vagamente situado em Sacavém, sempre pensando que era o derradeiro concerto que me faltava ver. Apesar de tudo o que a organização fez para o tornar menos memorável (ou mais memorável, mas pelas razões erradas).

Tudo isto para dizer que amanhã (hoje, já) irei ver o Black ao Atlântico, mas apenas porque consegui um bilhete à pala. É a crise...
publicado por Comboio Azul às 23:15
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A tale of two Francis

"Atrás da porta" é uma canção que de imediato exerceu sobre mim um fascínio muito particular. E esse exercicio mantém-se até hoje, mais de uma década depois de a ter ouvido pela primeira vez. A voz e a entrega da Elis Regina na sua suprema interpretação da composição de Francis Hime terão e têm, de facto, muito a ver com isso. Mas a verdade é que as palavras do Chico Buarque encontraram aqui uma melodia dificíl e uma harmonia levada da breca que, apesar disso, pontenciam ao cubo o impacto no ouvinte de cada sílaba, de cada suspiro, de cada silêncio. Esse mérito é do Francis...

A propósito de Francis, lembrei-me hoje de manhã ao ouvir o "Dig for fire" dos Pixies na Radar a caminho do trabalho que a primeira vez que li, captei e interiorizei o vocábulo "bossanova" foi na capa do albúm homónimo que o meu irmão havia comprado. Estavamos em Macau. Eu tinha para aí 12 anos. Aquele disco fascinou-me. O disco mesmo, o folheto, o design, o excelente trabalho gráfico. Da música nem é preciso falar. É imortal. E contudo amanhã não vou ver os Pixies no Pavilhão Atlãntico pois tudo aquilo já me cheira a operação de marketing e "cashing in on former glory" a mais para o meu gosto. Até já têm direito a promoção em horário nobre na RTP como os maiores éxitos do Demis Roussos, dos ABBA ou dos Oasis. Isto para dizer que naquela altura estava longe, muito longe da brasileirada toda que viria mais tarde a ouvir e amar. E a tocar. Ad nauseum. O que eu penei, por exemplo, para conseguir manusear os mais de 50 acordes do Atrás da Porta em tempo útil...

Pelo que vou ver o Francis Hime hoje à noite no Maxime e não vou ver o Black Francis amanhã.
publicado por O Escravisauro às 10:34
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"She scans the room for a star to consume"



Chegou aos escaparates o melhor disco lançado este ano. Sim, assumo o que digo, o disco do ano. Os autores da proeza já andam nisto há 25 anos. A banda chama-se Sonic Youth e o disco “Rather Ripped” é o 20º da carreira. Ao vigésimo disco, é suposto já não haver muito para dizer sobre uma banda. E é esse o maior defeito que se pode apontar aos SY. É o de andarem nisto à tanto tempo que, às tantas, até o fã mais empedernido (sim, também assumo) deixa de se surpreender.
Mas depois um gajo relativiza e a prova vem nas perguntas que surgem no horizonte, assim do nada. Quem, no rock actual, tem uma voz que se compare à de Kim Gordon? Experimentem ouvir a faixa inicial do disco “Reena” ou “Turquoise Boy”antes de se pronunciarem. E quem, e esta não admito discussão, no rock actual, toca bateria como Steve Shelley? Um mestre de precisão, que é obrigatório ver ao vivo. Quanto aos guitarristas (e vocalistas) Lee Ranaldo e Thurston Moore, admito que quem considera o feedback de uma guitarra com mero ruído os possa odiar. Mas não se lhes negue a destreza para levar aos limites essa tão descurada arte.
“Rather Ripped” continua a senda de “Sonic Nurse”, o anterior registo da banda, que volta a pôr o quarteto de Nova Iorque (de regresso à formação clássica após a saída do guitarrista/baixista/produtor Jim O’Rourke) na rota do registo canção. São dois discos que permitem aos que nunca ouviram os Sonic Youth entrarem de mansinho num território hostil. É que estes meninos resolveram fazer tudo ao contrário. Começaram em 1981, e depressa ganharam o estatuto de estrelas do rock alternativo. Só em 1990, ao nono disco, assinaram por uma multinacional, mas foi preciso esperar mais dois anos para a banda lançar o seu álbum mais “comercial”. “Dirty” explodiu numa época em que o mundo se extasiava com “Nevermind” dos Nirvana, uma das bandas que os SY apadrinharam.
O disco seguinte podia ter ido o começo de uma carreira nos tops, mas os SY resolveram baralhara as coisas. “Experimental Jet Set, Trash and no Star”, de 1994, recolocou a banda na prateleira do rock alternativo. A partir daí, os sónicos fizeram uma série de álbuns francamente ruidosos, que não deixavam margem de manobra aos ouvintes. Ou se tinha a semente germinada para acompanhar as colheitas, ou a coisa ficava definitivamente arrumada na prateleira dos demasiado esquisitos.
Talvez “Sonic Nurse” e “Rather Ripped” cheguem demasiado tarde. O rock de hoje faz-se de revivalismos (nada contra, há muito boa gente a fazê-lo) mas os SY nunca precisaram de se citar a si próprios. Não inventam a pólvora. Divertem-se a fazê-la explodir cirurgicamente no preciso momento em que é preciso fogo de artifício. O primeiro vídeo do disco está disponível aqui.
publicado por Proletário às 02:28
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Os Termalistas

Em visita às termas do Gerês, encontrei um mundo novo onde as grandes mudanças se evidenciam no quotidiano do povo local, os Termalistas. Termalista é um nome que me passou a fascinar. Os Termalistas soam a corrente artística que defende o retorno à cura dos males pela natureza e à expressão artística tradicional, usando as mais antigas técnicas e materiais, mas na verdade são apenas pessoas velhas e doentes, ou novas e doentes, mas quase sempre doentes ou convencidas que estão doentes, que se podem dedicar a tempo inteiro à sua cura. Para tal têm de aceitar novas regras e um mundo consideravelmente diferente do normal. Por exemplo, as refeições são servidas no local da estadia do termalistas respeitando os seguintes horários:
pequeno almoço das 7h30 às 10h

almoço das 11h30h às 13h30
jantar das 18h30 às 20h
chá às 21h

Mesmo estando vinculadas com os tratamentos, as refeições alteram o metabolismo das pessoas que procuram cura para os seus males e transformam-se num pesadelo insuportável que tem de ser pedido e marcado com uma antecedência surpreendente. Isto para depois servirem costeleta de vitela como sendo dieta.

Há também apenas uma farmácia para toda a população residente. Mesmo com a média de idade local acima dos 65 anos. Se há algum medicamento que não exista em stock no local, os doentes têm de se deslocar bastante para encontrar concorrência.
No hall de entrada das residencias podemos sempre encontrar idosos quase imobilizados ofegando os quase 40º à sombra que se fazem sentir nos meses de verão. A televisão e a água são as suas companhias. No centro de turismo não há mapas com os trilhos e carreiros da serra. Afinal de contas nenhum dos termalistas presentes conseguiria subir uma ravina durante 40 minutos.
As termas só por si são divertidas. Resolvi experimentar algumas das ofertas locais e foi uma loucura imensa. O banho escocês não mais que um nome pomposo para mangueirada. Esguichos de água quente massajam o corpo vertical e horizontalmente. O esguichador de serviço vai pedindo para o receptor dos esguichos se virar e vai-lhe mandando água com pressão para cima. Profissão interessante. Também deve ter um nome pomposo, tipo Técnico de Massagem com Água Pressurizada. Imaginei que o tipo de quando em vez deve errar no alvo e provocar fortes dores testiculares aos termalistas mais azarados.
Há também as massagens. Imaginei a quantidade de tesões que surgirão durante as massagens. Felizmente no fim da massagem a massagista (quando é séria e de boas famílias), abandona o local da massagem ainda antes do massajado se levantar. Não fiquei com tesão, mas as minhas costas adoraram as festinhas. Senti-me um cão. Só não rebolei e arfei porque também eu sou de boas famílias. Uma festarola. Uma falha desnecessária. Tive de descer no elevador com a massajista. Deviam haver elevadores separados para os termalistas e para as massagistas, principalmente quando estas não são modelos escandinavos. Digamos que ela era muito mais agradável estando eu de bruços sob a maca. A outra questão é que não há conversa de jeito possível depois de uma boa massagem. Perguntou-me: "Está bem?", ao que eu respondi, "Óptimo". Estava a ser tão sincero que não gesticulei palavra até ao abrir das portas do elevador e do cortês, "Faça favor", que por norma requer como resposta um "Obrigado". Imaginei que seria a mesma conversa possível entre uma puta e um cliente. Senti-me ainda mais ridiculo naquele robe branco com a chave do cacifo na mãe. Aconselho também um banho para tirar a nhanha da massagem, cujo nome pomposo é Creme de Massagem.
Alguns termalistas geresianos visitam também os pontos de interesse regionais nos curtos intervalos entre as refeições e os tratamentos. Na verdade as aldeias locais têm nomes pouco apelativos como Brufe, Valdozende ou Cibões. Nesses sítios os animais ainda andam soltos pelas ruas, as crianças brincam na estrada, todas as casas são de pedra e há mais cavalos que automóveis.
Há também Calcedónia, um povoado fortificado da Idade do Ferro, ocupado pelos Romanos e abandonado pouco depois ninguém sabe porquê. Quase todos os termalistas se recordam de Calcedónia habitada só ninguém se lembram porque se foram embora os Calcedónios.
publicado por Manuel Padilha às 01:57
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Domingo, 16 de Julho de 2006

Há meses felizes

O mês em que recebo o reembolso do IRS é também o mês em que descubro que estão à venda bilhetes para os concertos de Chico Buarque e do trio de Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack de Johnette. Diria a qualquer pessoa há dois meses atrás que estes dois concertos seriam impossiveis de ver em Lisboa, o primeiro porque achava que o brasileiro tinha tomado finalmente a decisão de se livrar do fardo dos concertos, e o segundo porque o Keith Jarrett deve ter jurado nunca mais pôr pé nesta terra depois de tão mal ter corrido o concerto de há 25 anos, no Coliseu. Cá estão eles, é o que é! E já agora, aproveito o bónus das finanças e vou ver Pixies já esta quinta.
publicado por Sérgio às 22:20
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