Terça-feira, 31 de Janeiro de 2006

Cowboys e Índios

Talvez já seja tarde de mais para fazê-los parar com a brincadeira:

"Top-ranking Americans have told equally top-ranking Indians in recent weeks that the US has plans to invade Iran before Bush’s term ends. In 2002, a year before the US invaded Iraq, high-ranking Americans had similarly shared their definitive vision of a post-Saddam Iraq, making it clear that they would change the regime in Baghdad."

publicado por O Escravisauro às 14:26
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Com a pressa,

até me esqueci de desancar o João Carlos Espada, como prometi fazer a qualquer oportunidade. Mas basta a ler o título da crónica semanal do tipo no Cartaz do Expresso para nos lembrarmos destas importantes obrigações do dia-a-dia.
A deste sábado, ele deu-lhe o nome de "Equilíbrio e Moderação".
Soa a Jane Austen, não é? Cheira a Jane Austen, não é? Leiam e vão ver que é mesmo a merda de espírito vitoriano que parece ser.
Ó João Carlos, como dizer... , és mesmo chato, pá!
publicado por O Escravisauro às 09:06
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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2006

Ao contrário da neve em Lisboa, a última vez que isto aconteceu já éramos todos bem grandinhos, cons

Pois é, a coisa começa a ficar preta e demasiado repetitiva quando certos e determinados pasquins globais (por simples acaso, propriedade do mesmo ozzy puppetmaster) soam o rufar dos tambores de guerra. Depois virão os arautos do costume, os dúbios da praxe, na lenta e calculada preparação mental da opinião pública mundial para o inevitável e até filantrópico conflito.

Só se deixa enrabar (será mais correcto com 2 erres?...) uma segunda vez, quem gostou de levar à primeira. Já vimos em Brokeback Mountain que aqueles cowboys são todos afinal uns rotos. A tradição de paneleirice dos ingleses já vem desde o William Beckford, que até ao Bocage pediu que lhe enfiasse o tibúrcio... Por isso, velha, máscula e continental Europa, vê se pôes ordem neste bordel, se faz favor!
publicado por O Escravisauro às 15:07
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Rock Persistente DRR #3

A génese de uma memória em segunda mão

Não recordo ao certo o dia, mas acredito foi em finais de Outubro ou princípios de Novembro de 1996, numa tarde como tantas outras em que troquei as aulas por uma qualquer actividade voluntária na Associação de Estudantes. Lembro-me de alguém comentar que fora decidida a realização de um concerto comemorativo do dia da luta mundial contra a SIDA. Imediatamente questionei se sabiam já que bandas iam tocar e quando responderam ainda estar a iniciar a procura. Imediatamente inscrevi um projecto inexistente. Sem saber que nome pôr escrevi De Repente na dita folha de inscrição.
Nessa mesma tarde falei com uma série de amigos com quem partilhava o amor à música e a devoção pela folia. Não sei por que ordem foi, recordo porém que foi ainda nesse dia que o camarada Rodrigues acrescentou o sufixo Mente ao De Repente e começou a mutação eterna de um nome possível de escrever de 1000 formas.
Combinámos juntarmos uns quantos que quisessem para pensar no que faríamos em palco. Recordo ensaios entre dois ou três de nós para definir o proto-alinhamento e só no próprio dia do concerto haver um ensaio com mais de 50% das pessoas que estaria em palco nessa mesma tarde.
A memória começa a falhar à medida que a tarde avançou. Bebi imenso e fumei a dobrar. O ensaio de som foi muito interessante. Recordo perfeitamente o técnico a pedir para tocarmos todos a mesma coisa e nós insistirmos com uma sequencia aleatória contemporânea de 24 notas que antecipavam a primeira música.
Em palco estavam praticamente todas as pessoas que tocavam ou cantavam que nós conhecíamos. Na bateria estava um francês percussionista que nunca tocara bateria, nos coros metade da ala feminina Setubalense da Tuna local, na guitarra portuguesa um investigador de macacos voadores, no violino/bandolim um politólogo alentejano. Da última formação dos DRR estavam apenas o mais alto baixista da instância balnear mais próxima de Madrid, o guitarrista e trompetista de Setúbal e eu.
Recordo também parte do alinhamento porque gravámos o concerto. Não sei bem onde está essa cassete mas não deve ter fugido para longe. O primeiro tema, o tal com as 24 notas de introdução, chamava-se Conceição, ainda hoje não sei porquê. A Carolina, uma das vozes do concerto, tirou a letra de um poeta português, talvez Eugénio de Andrade e colou numa música feita à pressão. Tocámos também o Xiripi, um original em que cada um tentava fazer mais barulho que o gajo ao lado e que só tinha princípio e não tinha fim.
Nas versões tocámos o Leãozinho, mais estridente que o original do Caetano Veloso, e “I Love her all the Time” dos Sonic Youth que terá durado cerca de 2 horas.
O resto desse dia não ficou propriamente registado na minha memória. A posteriori informaram-me que um futuro guitarrista da banda tinha adormecido na casa de banho e lá passado toda a tarde e também que acabámos a noite na extinta discoteca
publicado por Manuel Padilha às 14:39
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Rock Persistente - Os DDR #2

A bem ver, na sua primeira encarnação, os drr’pent’ment nunca foram uma banda mas antes um estado de espírito. Um qualquer ideal onde a modéstia sempre ficou posta de lado. Um concerto não era um concerto, era uma manifestação cultural, uma dádiva de uns putos que se achavam muito à frente a um povo que, irremediavelmente, insistia em não compreender a mensagem. Daí que os tais concertos acabavam quase invariavelmente em divórcio. Entre nós e a audiência, claro está. Talvez por ter apenas um microfone à frente e não ter desculpa para passar o concerto a olhar para as cordas do instrumento ou para as peles da percussão, tinha de encarar as costas dos espectadores. Lembro-me de uma festa vespertina no Palácio de Burnay (sítio que foi, em si mesmo, a razão da nossa existência) em que um dos guitarristas desencantou uma pedaleira para a sua guitarra eléctrica. Se as canções (ou lá o que se queira chamar àquilo) já estavam coladas com cuspo, pior ainda ficaram com a turbulência permanente que aquela caixinha azul com demasiados botões provocou. No final, o costume. Os dois guitarristas acharam genial. Eu e o baixista achámos vergonhoso. O vocalista/percussionista respondia nim. Mas nada que vinte imperiais e uns quantos cigarros aditivados não resolvessem. Não faltavam oportunidades de voltar a tentar. E falhar.
publicado por Proletário às 12:54
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Sábado, 28 de Janeiro de 2006

Rock Persistente - os DRR #1

Em Maio de 98 surge o que parecia ser a primeira grande oportunidade. Concerto na Semana Académica de Lisboa, no dia em que por lá tocariam também os dEUS. Entre esta gente e por esta altura ouvia-se em quase permanência três álbuns. Ok Computer de Radiohead, Circuladô ao vivo de Caetano Veloso e o In a Bar Under the Sea dos dEUS. Pessoas de 21 anos como éramos, estávamos convencidos que um concerto num palco escondido na SAL era de facto uma grande oportunidade. E criámos expectativas à altura. Mas nem por isso achámos que havia qualquer necessidade do trabalho sujo de repetição que o ensaio exige. Mas ensaios houve.

Dia de concerto e os músicos dirigem-se entusiasmados para o recinto em Algés. Não me consigo lembrar do check-sound portanto é provável que nem tenha existido, mas do que me lembro foi de ter aparecido durante essa mesma tarde um amigo algarvio do baterista e que tinha anteriormente estado connosco num palco a dar uma mãozinha na percussão. Praticamente todas as pessoas que alguma vez conhecemos deram em algum momento da história da banda uma ajudinha na percussão. Este, no entanto, era diferente. Em primeiro lugar porque era afinador de pianos de profissão, teria cerca de quarenta anos, e andava sempre com uma mala cheia de todo o tipo de instrumentos metálicos de percussão, a maior parte dos quais eu nem sei como se chama. Assim percorria o país, para onde o levavam os pianos. Ferrinhos, cuícas, sinos, badalos, é avançar com nomes. Enfim, achámos que era uma pessoa que só poderia estar connosco em palco, o que não tinha nada de estranho. Estranho era o gajo aceitar. Soubémos ainda por ele que o baterista não viria (aliás, penso que nem voltou a tocar connosco), o que se bem me lembro pouco nos preocupou, até porque estava a chegar a hora de jantar.

Com excepção de um concerto, esta banda respirou sempre confiança exacerbada antes de tocar. Andávamos de queixo bem erguido pela festa, um sorriso nos lábios, e confiantes que era este o dia da descoberta pelo grande público. De tal modo que ao depararmo-nos com o Tom Barman (ou o Rudy Trouvé) dos dEUS, imediatamente lhe explicámos o projecto inovador que poderia estar prestes a ouvir pelas 23 horas e logo ali o convidámos para assistir ao gig. Com o inexplicável entusiasmo das boas pessoas disse que sim senhora, em francês.

É possível que fôssemos doze em cima do palco, mas também é possível que fôssemos mais. Havia um baixo que era eu, as duas guitarras do costume, uma ou duas vozes, percussões várias, um violino, uma guitarra portuguesa, podia haver teclas, e estariam com certeza pessoas em palco que não pretendiam ter qualquer tipo de intervenção. Não estava lá um baterista. O concerto começou como todos os outros até aí, com mais gente em palco que a assistir e duvido que tenhamos acabado a primeira música antes de ter começado a debandada geral. Talvez uma segunda. Houve ainda a tentativa pelo guitarrista de pedir desculpa ao público porque o som estava uma merda, ao que foi imediatamente atendido pelo funcionário que estava ao fundo na mesa: "voltas a dizer essa merda e o concerto acabou!!", gritou ao microfone. Neste momento parte do palco desce, uma outra parte vai ter com o técnico de som, para saber que queria ele dizer com aquilo, a outra que resta tenta tocar qualquer coisa. Havia um rapaz mais novo que nós e que não conhecíamos que parecia atento ainda ao concerto e chegou a demonstrar um ar entusiasmado. Logo que teve oportunidade pediu se alguém podia sair e emprestar a guitarra para que ele tocasse. Depois de devidamente mandado à merda, saímos também nós de palco e fomos beber imperiais ou assim.
publicado por Sérgio às 23:58
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Rock Persistente - os DRR

Ninguém cria uma banda sem aspirar ao sucesso total, mesmo que tal nunca seja dito em voz alta. É portanto natural que haja poucas histórias de fracassos. Grandes fracassos então, quase nunca são contados, o que acho francamente mal. A história de um bom fracasso no entanto não tem que ser necessariamente má, antes pelo contrário. É provavelmente mais romântica quanto mais não seja por gerar empatias com praticamente toda a gente. Dos elementos deste blogue, cinco participaram directamente numa banda assim e os outros dois assistiram a uma boa mão cheia de concertos. Estão reunidas as condições para que venham ao de cima os melhores momentos dos últimos dez anos. Esta banda está no seu décimo ano, já acabou oficiosamente algumas vezes e oficialmente uma, que ainda perdura. É provável que o mundo nunca se livre deste projecto, no entanto. Não vejo necessidade de qualquer tipo de ordem cronológica, e não garanto que todas as histórias sejam verdadeiras, eu próprio planeio inventar uma boa parte delas. Mas dê por onde der, o que daqui sair será a sua biografia oficial. E enquanto eu não conseguir livrar-me de tantos advérbios de modo em tão poucas linhas, nunca correremos o risco destes textos superarem a qualidade da música de que falam.

Eu toco baixo e escrevo já a seguir a primeira memória.
publicado por Sérgio às 23:50
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2006

Série Mitos Rurais - I

A lenda da multa de B(V)5 a Tó Ceroilo

Desde cedo conhecido por B(V)5, este famoso GNR nasceu perto da famigerada aldeia da Ceoga do Campo e desde cedo mostrou apetência para a manutenção da ordem e uma total fidelidade à lei. Tó Ceroilo, por seu lado, sempre foi um indivíduo prático e fácil de lidar. Devido à proximidade entre as aldeias em que viviam de certeza que cedo se terão conhecido, provavelmente até trocado lambadas e brindado com copos de tinto num qualquer baile de romaria. O tempo passou e tiveram de fazer pela vida. Tó Ceroilo, preso aos laços e lides da família continuou a trabalhar a terra dos antepassados, enquanto B(V)5 decidiu seguir a uma vida diferente dos seus. Quando a tropa apareceu aproveitou e entrou para a GNR. Cedo arranjou maneira de vir para perto de casa e ganhou a alcunha de B ou de V, é difícil perceber pela pronúncia dos locais de qual das consoantes se trata, seguida do número 5. As teses sobre a razão da alcunha são diversas. Há quem diga que era o número do seu cacifo, há quem ligue ao facto de ele pertencer à Brigada nº5, há quem não o conheça por outro nome e nem sabe que apelido tem gravado na lapela.
Ora, as coisas do destino fizeram com que B(V)5 se apaixonasse pela irmã de Tó Ceroilo e se casasse com ela, antes ou depois do início da gravidez. No final dessa mesma gravidez, estavam os irmãos Ceroilos numa das terras da família quando as águas da jovem Ceroila rebentam. Tó, proprietário de uma potente Vespa, nem duas vezes pensou quando montou sua irmã aflita no banco da motoreta e seguiu a toda a velocidade para a sua aldeia de forma a poder chamar uma ambulância que a levasse para a maternidade em Coimbra.
Por essa mesma altura andava B(V)5 em serviço fiscalizando as estradas delegadas ao seu posto, quando vê uma motorizada a alta velocidade com duas pessoas, sendo que a detrás além de vir sentada de lado não trazia capacete. Imediatamente se preparou para parar a viatura e lhe aplicar a coima em conformidade com as transgressões que apresentava. Conhecido por multar compulsivamente automóveis estacionados em estradas rurais, imediatamente tirou o livro para autuar os faltosos cidadãos e sacou da esferográfica.
Reza a lenda que multou o cunhado e a sua esposa grávida prestes a dar à luz. Como acabou a história, se ele foi pai ou não, se o filho era seu, se o Ceroilo pagou ou não a multa, isso não consegui apurar com toda a certeza. Mas que os multou isso é certo e ninguém se esquecerá por estas zonas da lenda do B(V)5, o GNR implacável que multou o cunhado e a sua própria esposa a caminho da maternidade.
publicado por Manuel Padilha às 12:50
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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2006

Só faltava mais esta

Começo já por esclarecer, antes que alguém se escandalize que não sou homofóbico. Cada um que faça com o seu corpo o que bem lhe apetecer, que eu não tenho nada a ver com isso. Agora há coisas com as quais não se brinca. Está para aí a rebentar o filme "Brokeback Mountain", que tem sido um sucesso nos festivais e nos prémios – ao que dizem os especialistas, é mesmo um dos sérios candidatos aos Óscares.
Mas o que é isto? Cowboys gays? Homens de barba rija abraçados, depois de terem passado o dia de volta do gado? Pistoleiros destemidos que acabam enrolados debaixo da mesma tenda? A mulher que pergunta ao marido vaqueiro se ele vai mesmo à pesca com o parceiro das lides bovinas?
E o velho Faoreste? E o duro que conquista todas as donzelas? Não percebem que está em causa todo um imaginário de virilidade?
Da maneira como isto anda, só falta fazerem filmes com bailarinos gay. Ou com artistas homosexuais. Ou (cruzes credo!), andarem para aí a dizer que há estilistas que têm namorados. Tenham lá mas é juizinho.
publicado por Proletário às 16:19
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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2006

Rubrica "Não encontrei o raio dos posts onde dizia qual o título desta rubrica"

Em tempos, o comboio azul iniciou aqui uma rubrica sobre os piores momentos da tradução de títulos de filmes em Portugal. "Caché" de Michael Haneke acaba de ser nomeado com uma verdadeira retroversão para "Nada a esconder". Parabéns, caro sr. tradutor Chis P. Têhó! Convoco os demais escribas pitaunisos (um dia este blog será para Portugal o que Delfos foi para a Grécia...) a memorizarem (escapou-me!) o nome e o email do senhor que aparecem nos créditos finais de forma a lhe lincharmos o canastro pela Internet. Deve ser primo do João Carlos Espada, concerteza!
De resto, o filme é excelente! Bom. Mesmo bom. Tenso. Haneke filma como quem espia um animal ferido, agonizante, sem lhe tocar. Frio. E edita como quem coloca cautelosamente soda cáustica num ralo entupido de podridões humanas. E ri. Cínico. Gosta de pregar partidas ao espectador com a mestria de nos conseguir ludibriar sempre. Algúem que aponta para o céu e diz "olha, uma vaca a voar" e tu olhas todas as vezes. Every fucking time!
Daniel Auteil é um adulto de sucesso que vai, ao longo dos mais de 120 minutos, revelando a criancinha parva que nunca deixou de ser. Juliette Binoche, nada atraente e até gorducha, maravilha-nos ainda assim. Os contornos dúbios da intimidade e dos limites da confiança e cumplicidade marital estão ali tão bem espelhados no seu rosto de mãe, chefe de familia, esposa decepcionada.
Bonus: para quem, há um mês, viu nos telejornais carros a arder por toda a França e não percebeu nada, aqui tem uma excelente
(p)revisão da matéria dada. O filme saiu por lá antes da revolta magrebina et alia. Ainda que, no final do filme (inconclusivo como lhe convém), a sua cabecinha continue sem compreender o ódio, o seu estômago terá certamente sentido la haine.
publicado por O Escravisauro às 16:35
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